Mais que um projeto de adequação ambiental, o Projeto de Biodiversidade é um exemplo e um incentivo para que outras empresas, entidades e agricultores possam implementar ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola.
Criado em 2005, graças à parceria entre a Bayer CropScience, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF), da Escola Superior de Agricultura 'Luiz de Queiroz' (ESALQ/USP), a ONG Sociedade Humana Despertar e a Prefeitura Municipal de Sumaré, o projeto tem como principais objetivos a promoção da biodiversidade da microbacia do Córrego Taquara Branca, no município de Sumaré (SP), por meio da restauração ambiental e paisagística e da capacitação de jovens para a realização de ações socioambientais.
Uma das principais atividades é repovoamento da mata ciliar, o que resulta na preservação de alguns corpos d'água ali existentes, de acordo com o Código Florestal Brasileiro. Desde 2005, foram plantadas cerca de 11.900 mudas de espécies nativas e frutíferas no local.
Com o projeto Biodiversidade já puderam ser observados resultados como:
Ressurgimento de minas d'água: este fato se deve principalmente à eliminação dos fatores de degradação que havia no local e ao plantio das espécies que proporcionam o sombreamento e proteção destas minas. Outro aspecto muito importante é a formação de corredores ecológicos (conexão com as áreas já existentes), visando a preservação e facilitando o trânsito de aves e pequenos animais silvestres.
Enriquecimento da fauna e flora local: o incremento de aves e pequenos mamíferos já está sendo observado devido à introdução das diversas espécies vegetais, principalmente as frutíferas, que servem de atrativo para esses animais. Neste processo, os animais são também de grande importância para disseminação das sementes. Alguns resultados positivos já podem ser encontrados nos relatórios Avifauna, elaborados pelas Biólogas da USP, que acompanham e monitoram a fauna
Capacitação socioambiental - um grupo de jovens, intitulado "Os Pioneiros", foi capacitado por especialistas em adequação ambiental e tornaram-se responsáveis pela implementação de toda a parte prática do projeto, desde a identificação das espécies introduzidas, preparo e seleção das mudas, plantio e manutenções. Uma das condições básicas para que o jovem integre o projeto é a de estar regularmente matriculado na escola e, para isso, eles recebem uma bolsa de estudo. O aspecto de interação com a comunidade também fica sob responsabilidade dos "Pioneiros". Além das visitas de escolas da região de Sumaré, os jovens levam as informações sobre biodiversidade, por meio de palestras, para algumas outras comunidades.