Neste espaço você pode conferir artigos e entrevistas concedidas pelos executivos da Bayer CropScience:
Neste mês de outubro se comemora, em mais de 180 países, o Dia Mundial da Alimentação. Longe de ser motivo de celebração, a data deve ser vista como uma oportunidade para que todos reflitam sobre o tema. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar, o que quer dizer que não dispõem de uma oferta saudável, suficiente e regular de alimentos.
De acordo esta definição utilizada pela FAO, é possível compreender que a alimentação vai muito além da simples oferta de comida: é necessário haver preocupação com a saúde, com a quantidade e com a frequência da alimentação. Em outras palavras, é preciso trabalhar o tema sob diferentes aspectos, buscando a coesão entre eles, para combater a insegurança alimentar vivida mundialmente.
E o consumidor está na ponta final desta cadeia, mas isso não significa que seja um agente passivo no processo. Mais do que nunca a população está consciente da importância de manter uma dieta saudável e cobra isso dos fornecedores de alimentos. Uma nutrição balanceada traz benefícios diretos e indiretos, e está inteiramente ligada à disponibilidade de alimentos variados e de boa qualidade, e obviamente, em larga escala para suprir as necessidades diárias dos quase sete bilhões de habitantes do planeta Terra.
É preciso lembrar que as terras agriculturáveis estão diminuindo drasticamente. Para se ter uma ideia, em 1950 havia 0,52 hectares de terra cultivada para cada habitante, número que hoje está em torno de 0,25ha/pessoa e deverá chegar em 0,16ha/pessoa em 2050. Isso significa que apenas 40% da terra per capita disponível para plantar alimentos em 1950 estará disponível para o mesmo fim em 2050. Somado a este fato, a FAO estima que será necessário um aumento de 70% na produção de alimentos para que se consiga alimentar os nove bilhões de habitantes estimados para 2050.
Neste contexto, se já existe uma defasagem de cerca de 800 milhões de pessoas, e a tendência é que a população aumente cada vez mais, com a diminuição das áreas agrícolas, como lidar com a questão? Para garantir a oferta de alimento de forma sustentável é fundamental que a cadeia produtiva se una. Empresas de insumos agrícolas, produtores, cooperativas, processadoras, varejistas, ONGs e governo devem efetivamente se tornar parceiros para transformar a realidade desta fatia da população atual e garantir o futuro de todos nós.
O suporte mútuo assegura que os produtores receberão as orientações necessárias, vão utilizar os insumos adequados e de maneira correta e, assim, obterão resultados melhores, otimizando a produção. As cooperativas e processadoras, ao receberem alimentos com qualidade superior e em maior quantidade, terão mais oportunidades de negociação e, além de suprir a demanda interna, poderão exportar uma quantia maior. Os varejistas conseguirão fidelizar clientes ao oferecerem sempre mercadorias frescas e por um preço acessível. Os governos e ONGs conseguirão melhores condições de compra para oferecer alimentos a parcelas menos favorecidas da população. E as empresas de insumos agrícolas, ao se envolverem com todos os membros da cadeia produtiva, ajudarão a ampliar a oferta de alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e de maneira regular.
As empresas focadas em ciências agrícolas têm um papel fundamental neste processo, pois podem orientar o agricultor sobre a produção responsável de alimentos, com a adoção de soluções inovadoras que ajudem a aumentar os níveis de produtividade, incentivar trocas globais justas e responsáveis, entre outras atribuições. Na Bayer CropScience acreditamos nesta filosofia e implantamos o conceito “Food Chain Partnership”, que integra todos os elos da cadeia em prol de uma agricultura cada vez mais sustentável. Por estarmos presentes em diversos países, aplicamos o conceito global de maneira regionalizada, respeitando as especificidades agrícolas de cada país. Desta forma, temos projetos de parcerias com toda a cadeia produtiva que vão desde pimentas na Espanha, passando por batatas no Reino Unido e chegando a frutas no Brasil.
No caso brasileiro, o conceito de “Food Chain Partnership” é aplicado no projeto “Mais Qualidade”, que tem como objetivo a obtenção de melão, uva e abacaxi com qualidade superior, a partir do uso correto e seguro de produtos e de assistência técnica especializada aos produtores. A integração da cadeia é o eixo central do programa, pois um depende do outro para que todos obtenham bons resultados. O produtor deve adotar técnicas específicas para obter frutas de alta qualidade, os participantes do programa contam com o suporte técnico e especializado, além de assistência diferenciada, treinamentos e informações periódicas sobre o mercado de frutas. Já os atacadistas e varejistas treinam as equipes responsáveis pelo setor de frutas para preservar a produção recebida. E após todo este cuidado, o produto chega ao consumidor, com um selo de identificação que informa a qualidade das frutas.
Ainda temos um longo caminho a percorrer para que todos tenham acesso a uma alimentação de qualidade – hoje e no futuro. Sabemos que esta é uma luta de todos e que cada um deve fazer sua parte, pois de maneira individual não é possível solucionar um problema como esse, de dimensões globais. Mas temos certeza de que a união é o caminho: a cadeia produtiva é o primeiro passo. Se várias empresas, de diferentes expertises, apoiarem a causa, a solução está muito mais próxima do que podemos imaginar.
No mês de outubro é comemorado o Dia do Engenheiro Agrônomo, profissional responsável por elaborar e orientar a execução de trabalhos relacionados à produção agropecuária, visando obter mais produtividade, sempre pautado pelos conceitos do desenvolvimento sustentável da agricultura. Desde a regulamentação da profissão, em 1933, muitas mudanças ocorreram e atualmente o agrônomo, como é popularmente conhecido, deve ter um perfil muito mais completo. Mais do que conhecer a parte técnica, o novo profissional deve ajudar o cliente a entender melhor diversos aspectos, que vão desde questões diretamente ligadas à plantação, até aspectos mais amplos como tendências de mercado e negócios.
As possibilidades de atuação do profissional de agronomia são muito maiores e vão além do campo. O engenheiro agrônomo tem um leque de oportunidades que não tinha antes: ele pode atuar em áreas de marketing, inteligência de mercado, trocas, análise de risco, entre outras. Isso demonstra uma mudança importante no papel deste profissional, que deixa de ser prioritariamente técnico e passa a ser também um consultor altamente especializado, independente da área em que trabalhe.
Com o aumento das oportunidades vem também o aumento das responsabilidades. Os chamados "profissionais do futuro" já são e serão cada vez mais os encarregados de ajudar a suprir as necessidades alimentares mundiais. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que, por conta do aumento da população, será necessário aumentar em 70% a produção mundial de alimentos até 2050.
Para atender a esta demanda, o engenheiro agrônomo tem um papel fundamental, pois é ele que vai propor soluções em produtos e serviços e orientar os agricultores sobre as melhores práticas, como o uso racional dos recursos naturais, visando produzir mais, melhor e sempre de forma responsável, alimentos para atender a crescente demanda mundial.
Estima-se que no Brasil haja cerca de 150 mil engenheiros agrônomos e cresce cada vez mais a busca por profissionais bem preparados para atender as novas demandas e necessidades do mercado agrícola. Algumas empresas, principalmente as focadas em pesquisa e desenvolvimento, como é o caso da Bayer CropScience, elaboram programas específicos para desenvolvimento de pessoas, que visam, em médio e longo prazo, formar especialistas para suas diversas áreas e em complemento ao que é visto nas universidades.
Há dois anos a Bayer CropScience implementou um programa de excelência operacional, baseado em três pilares: redesenho de processos para dar ainda mais foco às necessidades dos clientes, melhor sistemática de gestão de vendas e capacitação. Atualmente, os engenheiros agrônomos da empresa que atuam diretamente no campo são mais do que vendedores. Eles efetivamente se tornaram consultores do agronegócio e passaram a exercer um papel importante na elaboração e execução das estratégias da empresa.
Para se ter uma ideia da mudança trazida pelo projeto, em 2008 cada engenheiro agrônomo investia, em média, 21% do seu tempo em visitas a clientes no campo. Hoje, aproximadamente 40% do tempo é dedicado ao relacionamento com o produtor e à construção de negócios.
A capacitação da equipe é parte fundamental deste programa e a Bayer CropScience oferece aos profissionais treinamentos constantes, acompanhamento individualizado, palestras e cursos de atualização. Os temas não se restringem apenas a produtos ou culturas e são abordadas questões ligadas à sustentabilidade, por exemplo. Além das atividades presenciais, os engenheiros agrônomos têm a possibilidade de fazer cursos online, no método e-learning. Desta forma, o tempo dos colaboradores é otimizado, já que não precisam se deslocar todas as vezes que forem participar de um treinamento.
O resultado desta iniciativa é visível e beneficia diversos públicos. Para o próprio engenheiro agrônomo, que amplia suas possibilidades profissionais, pois está melhor preparado e se diferencia no mercado de trabalho. Também à empresa, que conta com pessoas mais comprometidas e capacitadas, o que ajuda a atingir as metas estabelecidas. Nos dois últimos anos, desde que a estratégia foi implantada, a Bayer CropScience vem apresentando crescimento, sempre de maneira sustentável. Esta frente contribui, ainda, com o desenvolvimento sustentável do agronegócio, pois ao levar informações atualizadas para o campo e o engenheiro agrônomo se torna um importante multiplicador de conhecimento.
Assim, fica claro o novo perfil do engenheiro agrônomo e também o papel fundamental que este profissional tem no desenvolvimento do agronegócio. A Bayer CropScience tem muito orgulho de contar com a colaboração destes profissionais e reforça seu compromisso com o seu principal ativo: o capital humano.
Fotógrafo: Julio Bittencourt